ecce lupus

 

 

de como nos tornamos o que não somos

 

um dia

uma hora

um punhal

uma roda

um pouco a mais

um punhado

uma caverna

uma casa

uma linha

uma cerca

uma lingua

um país

uma “raça”

uma ovelha

um pastor

um tear

uma maquina

um salario

 

um muro 

outro muro 

um tiro

escuro

um muro

uma palavra

duas palavras

um pouco a mais

 

poder

informação

massa de modelar

liberdade?

liberdade?

 

muro

olho e visão

arroz feijão

circo e pão

televisão

liberdade?

 

nada muda

filho da puta

tudo se aguça

agua esta suja

a alma esta suja

o sangue esta ralo

o corpo esta frágil

tudo se vai pelo ralo

tudo em vão?

desde o primeiro dia

sinto a mesma sensação

sempre um pouco mais intensa

engolindo devagar meu coração.

dik_by_nikolof_pqno

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~ por lucianops em dezembro 4, 2008.

2 Respostas to “ecce lupus”

  1. Uma carta escrita no escuro.

  2. Reginisses:

    Optar por usar (ou não) a devida acentuação nas palavras pode ser uma ferramenta poética e altera, conforme a intenção, o sentido das orações.
    hihihii

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